Você é Uma Pessoa Incrível Mesmo que Ainda Não Esteja Vivendo Como Tal

Existem pessoas incríveis que conquistam a nossa admiração e nos enche de inspiração.

Por vezes, ao invés sentirmos simplesmente admiração, caímos no erro de acharmos que somos meros mortais que não foram agraciados com dons e habilidades tão interessantes.

Mas, você já parou para pensar que você é uma pessoa incrível mesmo que ainda não esteja vivendo como tal?

Ao longo deste artigo você terá a oportunidade de refletir sobre as seguintes questões.

  • Você está convicto de que está vivendo a melhor versão de si mesmo?
  • Como começar a viver com grandeza a vida que você merece?
  • Você já se conheceu a ponto de ter encontrado todos os tesouros que existem dentro de você?

No princípio era só princípio, não existiam limites em sua mente

Meu filho número 2, João Victor, tinha cerca de um ano e meio e estava brincando em cima da minha cama. É uma cama alta com mais de 70 centímetros. Ele estava pulando e correndo com a energia das pilhas Duracell e fazendo mais bagunça que liquidificador sem tampa.

Lembro bem quando ele veio correndo e continuou aquela passada confiante mesmo quando a cama acabou. Ele deu um passo no ar antes de eu pegá-lo e evitar que se espatifasse no chão.

Poucos meses depois, estávamos nós dois brincando no chão da sala.

Eu também estava me divertindo muito até que ele subiu no sofá, se lançou pra frente e eu o peguei alguns centímetros antes que caísse com a cabeça direto no chão.

Inutilmente, em meio às risadas descontroladas dele, tentei explicar que aquilo era perigoso e fiquei imaginando que desastre seria se ele fizesse isso quando eu não estivesse por perto.

A verdade é que com um ano e oito meses de vida aquele cérebro genial ainda não tinha registros suficientes no seu neocórtex para fazer sentido qualquer explicação lógica.

O seu sistema límbico, responsável pelo processamento emocional, estava no comando e meu filho simplesmente agia e reagia com base em emoções.

Saltar de cima do sofá com a plena convicção de que o pai que ele ama e confia de corpo e alma iria salvá-lo era divertido demais e esse era o único aspecto que fazia sentido para ele naquele momento.

Por isso, para meu desespero, ele seguidas vezes, passou a subir e se jogar deliberadamente mirando a cabeça no chão.

Eu sabia que só tinha um jeito de ensiná-lo o que é a lei da gravidade sem ter dar uma aula de física. Mas, era um preço alto demais.

Felizmente, depois daquele momento ele esqueceu da brincadeira.

Essas experiências me fizeram refletir sobre o quanto um dia fomos confiantes e incríveis. Não havia limites. Galhos podiam se transformar em espadas, tampas de panelas em volantes e podíamos até voar se jogando de cima do sofá.

[Coloque nos comentários que outras coisas extraordinárias você podia fazer quando era criança].

Um dia para nós, ser um astronauta quando crescer era algo tão natural quanto ser professor ou cabeleireiro.

Nada estava fora do nosso alcance até que as pessoas que nos amavam começaram a nos proteger dos machucados, dos micróbios, da dor, da rejeição, do papel de ridículo.

A tia Lili que você amava tanto e que te ensinou as primeiras palavrinhas na escola começou a te mostrar que você não era tão inteligente quanto pensava. Todo o sistema de ensino reforçou essa ideia.

Então já achamos os culpados?

Não é bem assim. No final das contas, eles fizeram um excelente trabalho.

Graças a eles você deixou de colocar a mão no forno quente antes mesmo de se queimar pela primeira vez.

Você passou a estudar mais, afinal não era tão inteligente quanto o filho da Cacilda que só tirava notas boas.

E amar também é proteger. Se fosse preciso eles te avisariam que você canta mal pra caramba para evitar que você fosse rejeitado em rede nacional pelo Arnaldo Saccomani no programa Ídolos.

Você não faria o mesmo? Ou diria “vá meu filho, corra atrás do seu sonho (longe dos meus ouvidos)”?

Conhecer nossas limitações não é só uma dádiva, é uma questão instintiva de sobrevivência. Mas, identificar e superar os limites que impedem a nossa grandeza é uma questão de sabedoria.

Os limites vão gradativamente se instalando em nossa mente.

Como o joio e trigo não conseguimos identificar quais impedem a expansão do nosso potencial e nos mantém vivos daqueles que só impedem o nosso potencial e nos impedem de viver.

Talvez, apenas talvez, o brasileiro Marcos Pontes não teria se tornado um astronauta se a Dona Zuleika, mãe dele, tivesse dito para ele sair do mundo da lua e encarar a realidade da casa de madeira em que eles moravam em Bauru.

Como os limites são estabelecidos em nossa mente?

Na medida em que você foi crescendo, as experiências passaram a ensinar mais que os avisos e conselhos.

Você já não precisava mais da sua mãe te avisando certas coisas.

As suas vozes internas passaram a se encarregar de despertar os seus medos e levantar as dúvidas necessárias para te manter alinhado com as suas crenças mais profundas adquiridas e fortalecidas ao longo de toda a sua vida.

Ai você pergunta: Mas, afinal de contas essas vozes internas estão do lado de quem?

Obrigado por ter perguntado. Essa é uma questão muito justa.

Isso e muito mais começará a fazer sentido quando você gravar isso:

Nosso cérebro é divinamente programado para evitar a dor e buscar o prazer, sejam eles físicos ou emocionais.

Um dia minha filha, Bárbara, chegou super feliz em um grupo de crianças no parquinho e perguntou “posso brincar com vocês?”.

A resposta foi um nítido “não” que a deixou desconsertada e fez o pai dela engolir seco ao ver a sua tristeza.

A rejeição dói.

E essa dor certamente será levada em grande conta na interpretação que minha filha fez daquele “não”.

Essa interpretação deu argumentos para a voz interna dela e serão acionadas todas as vezes em que estiver na mesma situação, como um programa de computador que processa conforme o comando recebido.

Qualquer situação parecida funcionará como um gatilho para acionar os mesmos sentimentos que ela viveu naquele momento.

Então ela foi vítima daquela situação e vai ser prisioneira dessa emoção para a vida toda?

A resposta é: Depende.

Depende da interpretação que ela der àquela situação.

Temos que considerar que essa é apenas uma das infinitas inúmeras experiências que ela terá na vida. Muitas delas serão de afirmação e ocorrerão em diferentes níveis de maturidade.

O ponto principal é que uma pessoa preparada emocionalmente (ou o pai que se preocupa em preparar o filho para as frustrações) pode adicionar novos elementos para serem considerados no processo mental de interpretação desses “nãos” que a vida esfrega na nossa cara.

A interpretação do significado daquele “não” vai alimentar as vozes internas e serão acionadas quando for tentar se aproximar de outras crianças desconhecidas.

O significado pode ser “você não é amado” ou “isso já era esperado de crianças dessa idade e que já estão brincando com outros amiguinhos”. Pode ser “você não é interessante” ou “as crianças não tinham maturidade ainda para acolher bem todas as outras crianças”.

As vozes internas estão no papel de nos direcionar e alertar de acordo com as nossas crenças. A crença é o parâmetro.

As vozes nos mantem no caminho, mas como um cão guia devem ser treinadas para nos conduzir sem nos deixar cair em um buraco.

Mas não se esqueça: com treinamento ou sem esse cão guia vai nos conduzir.

Nossas Crenças Definem Nosso Mundo

Meu amigo Renato Bontempo é um vendedor fantástico. Eu sei disso, mas ele não sabe.

Ele não é um vendedor comercial, é um grande professor universitário, mas eu sempre enxerguei nele alguém tem muita facilidade para vender e que poderia, sim, ganhar muito dinheiro com essa habilidade de pessoas altamente remuneradas.

Eu me assustei no dia em que ele disse com convicção nas palavras que vender não é com ele, que era péssimo para isso.

E a verdade é que ele estava certo. É louco pensar isso, mas ele tem razão ao acreditar que não pode ser um vendedor e também teria se acreditasse que pode ser um grande vendedor.

Nós sempre vamos nos comportar de maneira convergente com as nossas verdadeiras crenças. 

Se acreditar que não é um vendedor (ou que não pode se tornar um) vai se comportar em alinhamento com o que acredita ine-vi-ta-vel-mente.

Abrir mão de grandes oportunidades no setor de vendas ou simplesmente não enxergá-las é um comportamento alinhado com essa crença.

Não tem nada de errado em não seguir a carreira de vendedor.

Inclusive, para a felicidade dos alunos do Renato, ele é apaixonado pelo que faz e totalmente realizado profissionalmente.

Porém, em relação a essa crença tenho certeza de que é uma conclusão precipitada a que chegou milhões de outras pessoas também.

As pessoas já concluem precipitadamente que não tem talento para vender quando recebe um “não” na primeira oferta que fazem.

Essa interpretação é reforçada pelo segundo “não” e pelo terceiro.

Antes do quarto “não”, as vozes internas só faltam amarrar a pessoa.

Aliás, elas amarram sim. Toda a sua fisiologia do corpo muda, os ombros caem um ou dois centímetros, a energia abaixa, a entonação da voz muda e tamanha insegurança impede de vender até linguiça para cachorro faminto.

Esse é o poder de autorrealização da crença.

Como seria tudo diferente se apenas soubessem que vender é garimpar “nãos” até achar o “sim”?

Se soubessem que vender não é um evento e sim um processo?

Mas, eles não têm culpa de não saberem, pois não sabem que não sabem.

Quantos outros vendedores de sucesso estão escondidos por ai?

Quantos outros astronautas em potencial temos pelo Brasil?

Quantas pessoas descobririam quão incríveis são?

Quantos outros relacionamentos de sucesso ainda estariam intactos ou não deixariam de nascer?

Quantos namoros e famílias poderiam ter vindo à existência se a danada da voz interna mal treinada não tivesse intrometido?

Se liga! Ela sempre vai intrometer e usar o seu alto poder de influência para te guiar. O problema aqui está no “mal treinada”.

Quer saber? Se você sempre viveu como pobre, viu, sentiu, comeu como pobre, você pensa como pobre e viverá como…

Como Treinar a Sua Voz Interna Para Te Conduzir Pela Estrada da Grandeza?

Road

Bom esse é o nosso desafio aqui e quero que conte comigo nessa jornada. Minhas vozes internas estão radiantes com a possibilidade de te ajudar a ser a melhor versão de si mesmo.

Elas agem assim sempre que faço algo alinhado com meu propósito de vida. As suas também.

O ponto de partida da jornada da grandeza é o autoconhecimento.

Saber onde você está é uma questão muito simples que deve ser respondida antes de decidir para que lado vai direcionar a sua vida.

Com o autoconhecimento você vai distinguir os seus limites reais dos falsos.

Vai criar dentro de você o poder para viver os seus sonhos e seus objetivos aqui mesmo nessa terra chamada vida real.

Autoconhecimento será assunto para os próximos artigos. Vamos juntos?

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Vamos juntos na jornada da grandeza!

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Enquanto isso…

Nada de pular do sofá e achar que vai sair voando. Tampouco de deixar de viver como a pessoa incrível que você já é desde o tempo em que usava fraldas.

Todos nós já somos incríveis.

Vou ser mais específico: Você é incrível.

Deixa eu ser seu amigo?